Redes sociais

Janeiro Branco

Psicóloga Thayná Cunha alerta para os impactos sociais e emocionais na saúde mental

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A saúde mental e os desafios do cuidado emocional na sociedade atual foram tema da entrevista com a psicóloga Thayná Cunha, que trouxe reflexões sobre comportamento humano, relações sociais, redes de apoio e o impacto do uso excessivo das redes sociais no bem-estar psicológico.

Durante a conversa, a psicóloga destacou que o sofrimento emocional não pode ser analisado de forma isolada. Segundo Thayná, fatores como rotina acelerada, pressão social, falta de diálogo e dificuldades de convivência influenciam diretamente no adoecimento emocional, tornando a saúde mental uma responsabilidade coletiva e não apenas individual.

Um dos pontos abordados foi o papel das redes sociais no comportamento das pessoas. A psicóloga explicou que a exposição constante a padrões irreais, a comparação excessiva e a busca por validação podem afetar a autoestima e intensificar sentimentos como ansiedade, frustração e inadequação. Esse cenário, de acordo com ela, tem impacto ainda maior entre crianças e adolescentes, que estão em fase de formação emocional.

Thayná também chamou atenção para sinais de sofrimento psicológico que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, irritabilidade, alterações no sono, dificuldade de concentração e queda no rendimento escolar ou profissional são indicativos que merecem atenção. Para a psicóloga, observar essas mudanças e oferecer escuta qualificada é fundamental para a prevenção de quadros mais graves.

Outro tema discutido foi a ideia cultural de que é preciso ser “forte” o tempo todo. Thayná ressaltou que reprimir emoções e evitar pedir ajuda pode agravar o sofrimento emocional, além de gerar reflexos físicos, como dores, cansaço excessivo e doenças psicossomáticas. Segundo ela, reconhecer limites e buscar apoio profissional é um passo importante no cuidado com a saúde mental.

A entrevista também abordou a importância do diálogo dentro das famílias, das escolas e dos ambientes de trabalho. Para a psicóloga, espaços de escuta e acolhimento contribuem para a construção de relações mais saudáveis e ajudam a identificar precocemente situações de sofrimento emocional.

Ao final, Thayná Cunha reforçou que falar sobre saúde mental é uma forma de prevenção. Promover informação, reduzir preconceitos e fortalecer redes de apoio são ações essenciais para enfrentar o adoecimento emocional. “Cuidar da saúde mental é um compromisso coletivo, que começa na escuta e no respeito à dor do outro”, destacou.