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Jornal do Meio Dia

Pai de duas meninas enfrenta câncer agressivo e família faz campanha por medicamento de alto custo

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Uma família de Itapetininga vive hoje uma corrida contra o tempo. Após ser diagnosticado com melanoma em estágio avançado, com metástase no pescoço, Paulo Fernando Meira precisa iniciar um tratamento com medicamento de alto custo para reduzir o risco de o câncer voltar. O remédio, no entanto, foi negado pelo sistema público de saúde. Sem condições de arcar com o valor, a família faz um apelo direto à população.

Ao lado da esposa, Sílvia Daiane Dias Meira, Paulo participou do Jornal do Meio-dia desta segunda-feira (02) para contar como tudo começou e pedir ajuda.

O diagnóstico veio após uma mudança na cor de uma pinta na cabeça. Ele não sentia dor, não tinha sintomas aparentes. Foi um exame que mudou tudo.

“Quando eu recebi foi uma bomba. A primeira coisa que vem à cabeça é morte. Falou de câncer, é isso que você pensa. Eu sentei no carro e não consegui voltar a trabalhar”, relatou.

Encaminhado ao ICESP, em São Paulo, Paulo passou por cirurgia para retirada do tumor na cabeça e no pescoço. Mas a etapa seguinte é considerada fundamental pelos médicos: o tratamento adjuvante para eliminar possíveis células remanescentes e diminuir a chance de reincidência.

Segundo Sílvia, a orientação médica foi clara: a primeira dose deve ser aplicada em até três meses após a cirurgia.

“A gente procurou a farmácia de alto custo, juntou todos os documentos. Mesmo com tudo certo, veio a negativa de que o SUS não tem o medicamento. Foi desesperador.”

O valor da medicação é elevado e está fora da realidade financeira da família, que tem duas filhas pequenas, Rebeca e Aila. Além do impacto emocional do diagnóstico, veio também a insegurança financeira.

Sílvia já havia enfrentado o câncer de perto: perdeu o irmão aos 32 anos para a doença.

“Quando ele me contou o resultado, foi um choque. Você olha para suas filhas, para a família que está construindo, e pensa: por que a gente está passando por isso?”

Diante da negativa, o casal decidiu criar uma vaquinha online e divulgar um PIX solidário. A campanha começou a avançar, mas desacelerou nas últimas semanas.

Mesmo em meio ao medo e à incerteza, um gesto trouxe esperança.

“Eu questionei Deus essa semana. Dez minutos depois, uma cliente ligou dizendo que sentiu no coração e fez uma doação de 18 mil reais. Foi uma bênção. Mas ainda falta.”

A família também ingressou com pedido na Justiça para tentar garantir o fornecimento do medicamento, mas enquanto aguarda decisão, o prazo médico segue correndo.

O pedido é direto.

“Quem puder ajudar, ajude. Compartilhe, ore, faça chegar essa campanha mais longe. Ele precisa começar esse tratamento”, reforçou Sílvia.

Como ajudar

📌 PIX e contato: (15) 99612-1790

Além da contribuição financeira, a família pede que a campanha seja compartilhada para alcançar mais pessoas.

Quando o diagnóstico é câncer, o tempo não espera. E cada dia sem o medicamento aumenta a angústia de quem luta para continuar vivendo.