Manhã Super Difusora
Daniel Vieira, fundador da EVO Marcas e Patentes, orienta empresários sobre registro de marca
Empresários e empreendedores precisam estar atentos a um detalhe que pode comprometer anos de trabalho: ter um CNPJ não significa que a marca da empresa está protegida. O alerta foi feito por Daniel Vieira, fundador da EVO Marcas e Patentes, que participou do Manhã Super Difusora desta quarta-feira (25/03) para esclarecer dúvidas e orientar o público sobre a importância do registro de marca.
Durante a entrevista, Daniel explicou que existe uma confusão muito comum entre formalização empresarial e proteção de marca. Segundo ele, o CNPJ apenas regulariza a atividade da empresa perante os órgãos oficiais, mas não garante exclusividade sobre o nome utilizado no mercado.
“O CNPJ e o registro de marca são coisas diferentes, embora complementares. O CNPJ formaliza a empresa junto à Receita Federal, mas quem protege o nome do negócio é o registro da marca”, destacou.
A apresentadora Tutti trouxe um relato pessoal para reforçar a importância do tema. Ela contou que só percebeu a necessidade do registro após uma conversa com Daniel.
“Eu achava que, por ser rádio, o nome já era meio domínio público. Mas ele me alertou: ‘não senhora, a sua marca é só sua’. E eu registrei”, relembrou.
Daniel fez uma comparação que chamou a atenção dos ouvintes ao relacionar a marca com algo afetivo:
“O nome da marca é como o nome de um filho. Você cria um apego, investe tempo, energia, dinheiro. E assim como o filho, precisa ser registrado para ter proteção.”
Risco real para empresas
Um dos pontos mais importantes abordados foi o risco de perder a marca, mesmo após anos de atuação. Daniel citou casos reais de empresas que precisaram mudar de nome após notificações legais.
“Já atendemos uma rede de supermercados com mais de 30 anos de mercado que nunca havia registrado a marca. Eles foram notificados e tiveram que trocar o nome. Só de fachada, o custo foi de cerca de 400 mil reais”, revelou.
Investimento acessível e de longo prazo
Outro ponto destacado foi o custo-benefício do registro. Segundo Daniel, o valor é acessível e representa segurança a longo prazo.
“O registro vale por dez anos. Muitas vezes ele custa menos do que uma fachada ou um luminoso. E evita prejuízos enormes no futuro”, explicou.
Golpes e cuidados no processo
Durante a entrevista, também foi levantado o alerta sobre golpes e abordagens indevidas no mercado.
“Existem sim golpes e também empresas que agem de forma antiética, pressionando o cliente. O ideal é sempre procurar um escritório de confiança, com referências e avaliações”, orientou.
Consulta gratuita e acesso facilitado
Daniel reforçou que qualquer pessoa pode verificar se sua marca está disponível e entender o processo sem custo.
“A consulta é gratuita. A gente analisa, orienta e explica todo o processo sem compromisso”, afirmou.
A importância de acreditar na marca
Encerrando a entrevista, Tutti destacou o lado emocional do empreendedorismo e reforçou a mensagem principal do bate-papo:
“Quando você registra a marca, você mostra que acredita de verdade no seu negócio. Não é só burocracia, é compromisso com o seu sonho.”
