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Manhã Super Difusora

Escolha errada do regime tributário pode ser fatal para empresas, alerta Rafael Peixe, da Sinergia Soluções

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A escolha do regime tributário feita no início do ano pode definir não apenas o desempenho financeiro, mas a própria sobrevivência de uma empresa. O alerta é do especialista Rafael Peixe, da Sinergia Soluções, durante participação no programa Manhã Super Difusora, nesta segunda-feira, 26 de janeiro.

Segundo Rafael Peixe, muitos empresários ainda tomam decisões tributárias sem o diagnóstico adequado, baseados em comparações com concorrentes, dicas informais ou informações superficiais. Para explicar o risco dessa prática, ele utilizou uma analogia simples e didática. “Quando a gente sente uma dor ou fica doente, o correto é procurar um médico. Mas o que muita gente faz? Pergunta para a vizinha, para um amigo ou busca na internet. Nas empresas acontece a mesma coisa”, afirmou.

O especialista ressaltou que empresas também adoecem e podem morrer, especialmente quando decisões estratégicas são tomadas sem orientação técnica. “Você toma uma atitude errada baseada em um diagnóstico incorreto, na sombra da ignorância, e isso pode ser fatal. Principalmente num cenário em que as empresas estão com o caixa apertado e qualquer valor a mais pesa no demonstrativo financeiro”, explicou.

Durante a entrevista, Rafael Peixe destacou que o regime tributário é uma escolha válida para o ano inteiro e, por isso, precisa ser feita com cautela. Janeiro é o mês em que as empresas optam entre os diferentes enquadramentos disponíveis, como Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. “Essa decisão não pode ser feita no automático. Ela impacta a precificação, a margem de lucro e a saúde financeira da empresa ao longo de todo o ano”, alertou.

Contrariando uma ideia comum entre empresários, Peixe explicou que o faturamento, sozinho, não define o melhor regime tributário. “Esse é o básico do básico. O faturamento diz até onde você pode ir, mas não diz onde você deve estar. Existem empresas que faturam pouco e, ainda assim, se beneficiam do lucro real. Outras faturam mais e se enquadram melhor no presumido ou no Simples”, afirmou.

De acordo com ele, a análise correta envolve diversas variáveis, como atividade da empresa, lucratividade, número de funcionários, custos, despesas e projeções futuras. “É uma análise técnica, que exige conhecimento e dados. Não existe receita de bolo”, reforçou.

Outro ponto destacado na entrevista foi a importância da confiança no contador, considerado por Rafael Peixe como a porta de entrada para qualquer decisão tributária. “O contador é o profissional que deve fazer essa análise. Mas muitos empresários não confiam no contador que têm, não entendem o que está sendo explicado e acabam buscando respostas rápidas fora, o que pode gerar ainda mais problemas”, disse.

O especialista também fez um alerta sobre promessas fáceis de redução de impostos. “Desconfie de quem chega dizendo que está tudo errado e prometendo pagar menos imposto rapidamente. Planejamento tributário sério não acontece de um dia para o outro. Em muitos casos, precisamos acompanhar a empresa por meses ou até por um ano inteiro para ajustar controles e entender a real situação”, explicou.

O tema do planejamento tributário, segundo Rafael Peixe, não se limita às empresas. Pessoas físicas, especialmente aquelas que recebem valores elevados com aluguéis de imóveis, também precisam estar atentas. “Quem recebe mais de R$ 20 mil por mês em aluguéis já entra em uma obrigatoriedade tributária diferente. Além disso, quando falamos de imóveis, entram outras questões como proteção patrimonial e planejamento sucessório”, afirmou.

Para o especialista, buscar orientação profissional não deve ser visto como custo. “O que encarece não é terceirizar, é centralizar errado. Assim como a saúde física, a saúde financeira exige investimento e profissionais adequados para dar o diagnóstico correto”, concluiu.

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