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Giovanna Fiori e Dra. Giselle Dominguez destacam prevenção das doenças renais e importância da doação de órgãos
A conscientização sobre a saúde dos rins, a prevenção das doenças renais e a importância da doação de órgãos foram os principais temas de uma entrevista com Giovanna Fiori, presidente do Instituto Deixe Vivo, e Dra. Giselle Dominguez, médica nefrologista da Unimed Sul Paulista.
Durante a conversa, as entrevistadas destacaram que muitas doenças renais podem ser evitadas com cuidados simples no dia a dia, como hidratação adequada, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e acompanhamento médico regular.
A nefrologista Dra. Giselle Dominguez explicou que a doença renal muitas vezes evolui de forma silenciosa e pode atingir uma parcela significativa da população.
“Para cada dez pessoas, uma pode ser portadora de algum grau de doença renal, muitas vezes em estágios diferentes. Por isso é tão importante falar sobre prevenção e diagnóstico precoce”, afirmou.
Segundo a especialista, exames simples ajudam a identificar precocemente possíveis problemas nos rins.
“O diagnóstico precoce é relativamente fácil. Um exame de creatinina no sangue e um exame de urina já podem indicar alterações. Esses exames estão disponíveis tanto no sistema público quanto na rede privada”, explicou.
Ela também destacou que o cuidado com a saúde precisa ser visto como um compromisso contínuo.
“A longevidade é uma construção. Depende muito das escolhas que fazemos ao longo da vida e do cuidado que temos com a nossa saúde”, disse.
História de superação
Durante a entrevista, Giovanna Fiori também compartilhou sua experiência pessoal com a doença renal. Ela nasceu com insuficiência renal e, ao longo dos anos, perdeu a função dos rins.
Aos 25 anos, precisou iniciar o tratamento de hemodiálise enquanto aguardava um transplante.
“Eu nasci com insuficiência renal e ao longo do tempo perdi a função dos rins. Quando fiz 25 anos entrei para a hemodiálise e também para a lista de espera de transplante”, contou.
Hoje, Giovanna celebra seis anos desde o transplante que mudou sua vida.
“Estou aqui porque uma família disse sim à doação de órgãos. Esse gesto salvou a minha vida”, destacou.
Ela também explicou que a hemodiálise é um tratamento desafiador para os pacientes.
“Quando você tem uma doença crônica, muitas vezes não tem escolha. A minha opção era fazer hemodiálise para continuar vivendo”, relatou.
Conscientização e informação
O Instituto Deixe Vivo atua na conscientização sobre a doação de órgãos e também na divulgação de informações sobre prevenção e cuidados com a saúde.
De acordo com Giovanna, compartilhar histórias reais ajuda a aproximar o tema da população.
“O testemunho de quem passou por isso ajuda as pessoas a entenderem melhor a importância da doação de órgãos e também do cuidado com a saúde”, explicou.
Durante a entrevista também foi destacado que pacientes em hemodiálise muitas vezes precisam restringir até mesmo a ingestão de líquidos.
“Quando a pessoa está em hemodiálise, muitas vezes existe um limite da quantidade de água que pode beber. Por isso é tão importante cuidar da saúde antes que a doença avance”, alertou Giovanna.
Evento de conscientização
As entrevistadas também convidaram a população para participar de uma ação de conscientização sobre saúde renal.
A iniciativa contará com aferição de pressão arterial, teste de glicemia e orientações com profissionais da área da saúde.
A atividade será gratuita e aberta ao público.
“É uma oportunidade para as pessoas receberem orientações, fazerem alguns exames básicos e refletirem sobre a importância da prevenção”, destacou a Dra. Giselle.
As entrevistadas reforçaram que cuidar da saúde deve fazer parte da rotina.
“A prevenção é um compromisso com a própria vida”, concluiu a médica.
