Manhã Super Difusora
Fernanda Godoy, proprietária do Colégio Formas, explica como funciona a inclusão escolar e o papel da família no processo
A inclusão escolar, um dos temas mais debatidos na educação atualmente, foi destaque no programa Manhã Super Difusora desta quinta-feira (19). A entrevistada foi Fernanda Godoy, proprietária do Colégio Formas, que trouxe uma análise profunda sobre como a inclusão deve ser aplicada na prática — indo muito além da estrutura física e envolvendo família, escola e profissionais.
Durante a entrevista, Fernanda destacou que a inclusão precisa ser entendida como um processo completo e humano, e não apenas estrutural.
“Quando a gente fala de inclusão, logo vem na cabeça uma rampa, mas isso mudou. Se não tiver a parte humana envolvida, ela fica muito rasa”, afirmou.
Segundo ela, o ponto de partida da inclusão está dentro da própria família. A escola, nesse contexto, assume um papel de parceria e acolhimento, especialmente quando os pais chegam com dúvidas, inseguranças ou até mesmo sem um diagnóstico definido.
“A família chega com dor, com preocupação, sem saber onde vai deixar o filho. Muitas vezes também com informações equivocadas. Por isso, o acolhimento é primordial”, explicou.
Fernanda ressaltou que o trabalho desenvolvido pelo Colégio Formas é baseado em um tripé essencial: família, escola e profissionais da saúde. Essa atuação conjunta permite um acompanhamento mais completo da criança, respeitando suas particularidades.
“Precisamos ter um tripé muito bem firme: família, escola e terapias. Não dá para dividir a criança. Ela é uma só, em todos os ambientes”, destacou.
Outro ponto importante abordado foi a necessidade de integração entre os profissionais que acompanham a criança. A presença desses especialistas no ambiente escolar, segundo Fernanda, faz toda a diferença no desenvolvimento.
“Na terapia, a criança está em um ambiente controlado. Já na escola, ela enfrenta desafios reais: convivência, rotina, estímulos. Por isso, o profissional precisa observar esse contexto também”, disse.
A entrevista também trouxe um alerta sobre diagnósticos precipitados. De acordo com Fernanda, é fundamental que qualquer avaliação seja feita com responsabilidade, tempo e acompanhamento adequado.
“Um diagnóstico não pode ser feito em poucas consultas. São várias camadas. Nem tudo é autismo, existem outros transtornos com características semelhantes”, alertou.
Ela ainda destacou que a escola também atua como um importante agente de observação, sendo muitas vezes a primeira a identificar sinais de que a criança precisa de avaliação especializada.
“Às vezes somos os primeiros a dizer: olha, precisa investigar. Não é diagnóstico, é um alerta para desenvolvimento”, explicou.
Outro aspecto reforçado foi a importância da capacitação constante dos professores. Segundo Fernanda, a realidade da inclusão exige atualização permanente.
“A formação continuada é essencial. A sala de aula é onde tudo acontece, e o professor precisa estar preparado para lidar com diferentes situações”, pontuou.
Fernanda também fez questão de destacar que a inclusão não deve ser romantizada.
“É desafiador, é trabalhoso. Cada criança é única, cada família tem uma realidade. Não dá para tratar como algo simples”, afirmou.
Apesar dos desafios, ela compartilhou resultados positivos vivenciados no colégio.
“Temos crianças que chegaram sem conseguir se organizar e hoje estão alfabetizando, interagindo, com autonomia. Isso é gratificante”, contou.
O Colégio Formas atende crianças desde o berçário até o ensino fundamental (até o quinto ano), com duas unidades em Itapetininga. A proposta da instituição é oferecer um ensino personalizado, respeitando o desenvolvimento individual de cada aluno.
“Trabalhamos para que essa criança, no futuro, consiga viver em sociedade com autonomia, dentro do seu potencial”, concluiu.
📌 Serviço:
O Colégio Formas possui unidades na Rua São Vicente de Paulo, 741 (Centro) e na Rua Virgílio Silveira, 353 (Jardim Itália).
📲 Contato via WhatsApp: (15) 98185-8327
