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Gabriela Castro, escritora e roteirista, lança neste sábado (28) livro “Pedidos que ninguém ouviu” com reflexões sobre empatia e minorias

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A escritora e roteirista Gabriela Castro, natural de São Miguel Arcanjo e residente em Alambari, participou nesta quarta-feira (25) de uma entrevista para falar sobre o lançamento do seu primeiro livro autoral, “Pedidos que ninguém ouviu”. A obra reúne contos de terror psicológico com forte apelo social e será lançada neste sábado (28), em evento aberto ao público.

Durante a entrevista, Gabriela compartilhou sua trajetória na literatura, que começou ainda na infância, marcada pelo hábito intenso da leitura. “Eu sou daquelas leitoras assíduas desde criança. Eu lia muito, tinha aquela fichinha de biblioteca bem grande”, relembrou. O contato com livros evoluiu ao longo dos anos e se transformou em profissão. Há cerca de uma década, ela passou a atuar com redação e, em 2021, ampliou sua atuação ao estudar roteiro. Hoje, também trabalha na produção de filmes e séries.

O lançamento de “Pedidos que ninguém ouviu” marca um momento importante na carreira da autora. Apesar de já ter participado de cinco antologias com outras editoras, este é o primeiro livro totalmente autoral. “Esse é o meu primeiro livro que eu vou estar lançando agora, que é uma antologia só minha”, destacou.

A obra chama atenção já pelo título sugestivo, que carrega uma forte mensagem social. Segundo Gabriela, o livro aborda histórias que representam minorias frequentemente ignoradas pela sociedade. “Todos os contos falam sobre pessoas que pedem socorro, mas não são ouvidas. Eu uso o terror não para assustar, mas para incomodar e fazer refletir”, explicou.

Entre os temas abordados está a depressão pós-parto, retratada no conto “Berço Vazio”. A autora ressalta a importância de dar visibilidade a esse tipo de situação. “Muitas mulheres são ignoradas, chamadas de ‘frescas’, abandonadas. São pedidos de ajuda que ninguém ouve”, afirmou.

Outras narrativas tratam de questões como crianças em situação de vulnerabilidade e exploração, sempre com o objetivo de provocar reflexão social. “O terror é um meio para chamar atenção para essas minorias que precisam de cuidado e respeito”, reforçou.

A vivência pessoal da autora também influencia diretamente sua escrita. Gabriela é mãe atípica — termo utilizado para famílias com crianças que possuem necessidades especiais — e relatou que essa realidade trouxe um olhar mais sensível para os temas abordados no livro. “Eu sinto muitas vezes isso na pele. Já passamos por preconceito, por falta de paciência e compreensão. Isso me deu um olhar mais apurado para essas questões”, contou.

Para ela, a principal mensagem do livro é a necessidade de empatia. “O que a gente mais pede é isso: se colocar no lugar do outro. Muitas vezes é o mínimo que falta na sociedade”, disse.

O evento de lançamento acontece neste sábado (28), das 14h às 17h, em um shopping da região, em frente à livraria. A programação inclui leitura de trechos da obra, sessão de autógrafos e interação com o público.

Gabriela reforça o convite e destaca que o objetivo vai além da literatura. “Eu quero que as pessoas leiam e reflitam sobre como têm se comportado na sociedade. As histórias não são só para entreter, mas para causar transformação”, concluiu.