Cardiologista Éder Gomes Sarubo, do Centro Médico São José (UDI), explica a importância do teste ergométrico para prevenir doenças cardíacas

Médico cardiologista esclareceu quando o exame é indicado, como funciona o teste ergométrico e reforçou que a atividade física salva vidas quando praticada com acompanhamento.

Cardiologista Éder Gomes Sarubo, do Centro Médico São José (UDI), explica a importância do teste ergométrico para prevenir doenças cardíacas

O cardiologista Dr. Éder Gomes Sarubo, do Centro Médico São José (UDI), participou do programa Manhã Super Difusora desta segunda-feira (29) para esclarecer dúvidas sobre o teste ergométrico, exame fundamental para avaliar o funcionamento do coração durante o esforço físico. Durante a entrevista, o especialista explicou quando o exame deve ser realizado, quais sintomas merecem atenção e reforçou a importância da prática segura de atividades físicas para a prevenção de doenças cardiovasculares.

O assunto ganhou destaque a partir da experiência da apresentadora Tuti, que recentemente realizou o exame antes de continuar seus treinamentos de corrida. A conversa serviu para alertar atletas, praticantes de caminhada e qualquer pessoa que pretenda iniciar uma rotina de exercícios físicos sobre a necessidade de cuidar da saúde do coração.

Segundo o Dr. Éder Sarubo, o teste ergométrico é um exame acessível, rápido e extremamente importante para pessoas que apresentam sintomas durante o esforço físico.

"O teste ergométrico auxilia muito o médico tanto no diagnóstico quanto no tratamento do paciente. É indicado principalmente para quem apresenta dor no peito, falta de ar aos esforços, palpitações ou até episódios de desmaio durante atividades físicas."

O cardiologista explicou que esses sintomas nunca devem ser ignorados, mesmo quando surgem apenas durante caminhadas ou exercícios considerados leves.

"Se a pessoa não sentia nada antes e passa a apresentar uma piora da falta de ar, dor aos esforços, palpitação ou desmaio, essa é uma indicação importante para realizar o teste ergométrico."

Durante a entrevista, o médico também reforçou que a atividade física continua sendo uma das principais aliadas da saúde cardiovascular. No entanto, ele alertou que o exercício deve ser iniciado de forma responsável, principalmente para pessoas que possuem fatores de risco ou doenças cardíacas ainda não diagnosticadas.

"A atividade física faz parte do tratamento do paciente cardiopata. Mas ninguém deve iniciar exercícios intensos estando descompensado ou apresentando sintomas importantes. Primeiro é preciso investigar."

O especialista ainda destacou estudos científicos recentes publicados entre 2023 e 2024, mostrando que a prática regular de atividade física reduz significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte por doenças cardiovasculares.

De acordo com ele, cerca de 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada podem reduzir em até 27% esses desfechos cardiovasculares.

Outro ponto importante abordado foi o aumento da popularidade das corridas de rua. Segundo o cardiologista, o crescimento do número de praticantes naturalmente faz aumentar os casos de intercorrências, mas isso não significa que a corrida seja perigosa.

"Na maioria das vezes, essas pessoas já tinham alguma predisposição ou uma doença cardíaca que ainda não havia sido descoberta. Por isso é tão importante fazer uma avaliação antes de iniciar atividades físicas de maior intensidade, especialmente após os 40 anos."

O Dr. Éder explicou ainda que exames realizados em repouso, como o eletrocardiograma e o ecocardiograma convencional, podem apresentar resultados completamente normais, mesmo em pacientes que possuem doenças cardíacas silenciosas.

É justamente nesse momento que o teste ergométrico se torna essencial.

"Como é um exame realizado durante o esforço, conseguimos observar alterações que não aparecem quando o paciente está em repouso."

Outro diferencial destacado durante a entrevista é que o protocolo do exame é totalmente individualizado. Pessoas que já praticam corrida realizam um teste diferente daquele aplicado em idosos ou em quem apenas caminha regularmente.

"Nós fazemos uma avaliação antes do exame, perguntamos sobre o histórico da pessoa, antecedentes familiares, prática de exercícios e sintomas. A partir disso, definimos o protocolo ideal para cada paciente."

O cardiologista também explicou que o período de recuperação após o esforço faz parte da avaliação, permitindo observar como o organismo reage após o exercício.

Ao final da entrevista, o médico lembrou que o teste ergométrico está disponível no Centro Médico São José (UDI), em Itapetininga, sem que os pacientes precisem se deslocar para outras cidades.

Ele ainda ressaltou a importância do acompanhamento médico.

"O exame precisa ter um propósito. Mais importante do que fazer o teste é saber quem irá interpretar os resultados e acompanhar o paciente caso seja encontrada alguma alteração."

A entrevista reforçou que cuidar da saúde cardiovascular vai muito além da prática de exercícios. O acompanhamento médico, a investigação adequada dos sintomas e exames preventivos podem fazer toda a diferença para identificar doenças precocemente e garantir mais qualidade de vida.