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Festival Paralímpico em Itapetininga terá espaço exclusivo para autistas no próximo sábado (19)

Evento será realizado no Centro de Iniciação ao Esporte, na Estação Cidadania, e reunirá crianças e jovens com e sem deficiência para conhecer modalidades do esporte paralímpico

Festival Paralímpico em Itapetininga terá espaço exclusivo para autistas no próximo sábado (19)

Itapetininga recebe no próximo sábado, dia 19 de setembro, mais uma edição do Festival Paralímpico, iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro que promove o contato de crianças, jovens e adolescentes com diferentes modalidades esportivas e busca ampliar a inclusão por meio do esporte.

A programação foi apresentada durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia deste sábado, 12 de setembro, com a técnica e treinadora Eunice Lima e Wesley Gamaliel, da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência.

De acordo com Eunice Lima, o festival será realizado em diversas cidades do Brasil e tem como proposta apresentar o esporte paralímpico de maneira lúdica, permitindo que participantes com e sem deficiência conheçam as modalidades e possam se interessar pela prática esportiva. A expectativa é que esse primeiro contato incentive as crianças e os jovens a procurar, depois do evento, locais onde possam continuar treinando.

Uma das novidades deste ano em Itapetininga será a criação de um espaço exclusivo para crianças, jovens e adolescentes autistas. Segundo Eunice, a iniciativa foi pensada porque as atividades realizadas dentro da quadra podem provocar um nível elevado de barulho, o que pode dificultar a participação de pessoas autistas. O espaço terá como objetivo oferecer uma estrutura mais adequada para que esses participantes também possam vivenciar o festival.

A edição deste ano terá a participação de pessoas de São Miguel, Tatuí, Posto Tupi, Tapiraí e Alambari. A programação contará com diferentes modalidades esportivas, com destaque para esgrima, atletismo e goalball. Segundo Eunice, o goalball é uma modalidade criada especificamente para pessoas com deficiência visual.

O Festival Paralímpico é aberto para crianças e jovens de sete a 23 anos e também permite a participação de pessoas sem deficiência. A proposta é justamente aproximar os diferentes públicos do esporte paralímpico e mostrar que pessoas com e sem deficiência podem compartilhar experiências dentro das modalidades.

Durante a entrevista, Wesley Gamaliel explicou que as atividades não terão caráter de competição de alto rendimento. A ideia é que os participantes conheçam as modalidades de forma lúdica e descubram as possibilidades existentes no esporte paralímpico. Ele também destacou que pessoas sem deficiência podem exercer diferentes funções dentro das modalidades, como atuar como guias de atletas com deficiência visual.

Para Wesley, essa convivência também contribui para o respeito e para a compreensão das diferentes deficiências. Segundo ele, o contato desde a infância pode ajudar a combater barreiras atitudinais e evitar julgamentos sobre aquilo que uma pessoa com deficiência é ou não capaz de fazer.

Eunice também ressaltou que o esporte paralímpico não se limita às pessoas que nasceram com alguma deficiência. A escola paralímpica atende também atletas que adquiriram uma deficiência ao longo da vida, inclusive após acidentes ou problemas de saúde. Além da prática esportiva, o trabalho contribui para o condicionamento físico e a qualidade de vida.

Wesley destacou ainda a importância do trabalho desenvolvido por Eunice no incentivo aos atletas. Segundo ele, muitas pessoas com deficiência chegam ao esporte acreditando que não são capazes de realizar determinadas atividades, e o treinamento pode ajudar a mostrar que elas têm potencial para superar esses limites.

O Festival Paralímpico será realizado no Centro de Iniciação ao Esporte, na Estação Cidadania, em Itapetininga. A programação começa às 8 horas, com entrega de camisetas e kit lanche, e segue até aproximadamente 11h30.

O evento contará também com voluntários da FKB, Anhanguera e Faculdade de Medicina.

A técnica e treinadora Eunice Lima reforçou o convite para que as famílias participem da programação e conheçam o espaço destinado ao esporte paralímpico em Itapetininga. A proposta é que o festival seja não apenas uma experiência de um dia, mas uma porta de entrada para que crianças e jovens possam continuar praticando esporte depois do evento.