Do eucalipto ao papel: Suzano usa tecnologia e inteligência artificial para aprimorar produção
Da floresta às fábricas, fabricação de papel envolve manejo do eucalipto, ciência, tecnologia, inteligência artificial e profissionais que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva

O papel faz parte da rotina de milhões de pessoas e está presente em produtos utilizados diariamente, mas o caminho entre o eucalipto e o produto que chega ao consumidor envolve uma cadeia que reúne manejo florestal, tecnologia, ciência e trabalho especializado.
Na Suzano, maior produtora mundial de celulose e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, essa história começa no campo. O cultivo e o manejo do eucalipto são planejados e acompanhados com apoio de pesquisa, tecnologia e monitoramento, buscando favorecer o desenvolvimento das árvores, a produtividade e a conservação dos recursos naturais.
Depois do período de crescimento, as árvores são colhidas e as toras seguem para as fábricas. Na indústria, a madeira é descascada, picotada e submetida ao processo de cozimento, que separa as fibras de celulose dos demais componentes naturais da madeira. Em seguida, a celulose passa por processos de lavagem, depuração e branqueamento antes de seguir para a fabricação de diferentes tipos de papel.
A matéria-prima dá origem a uma variedade de produtos, entre eles papéis para imprimir e escrever, como o Papel Report, papéis para cartões e embalagens, copos e canudos de papel da linha Loop, embalagens para delivery e fast-food, além de papel higiênico, lenços faciais, toalhas de papel e guardanapos de marcas como Neve, Mimmo e Scala.
Tecnologia acompanha diferentes etapas da produção
A tecnologia e a inovação estão presentes desde o acompanhamento das florestas até os processos industriais. No campo, sistemas de monitoramento e ferramentas digitais auxiliam no acompanhamento das áreas florestais e no planejamento das atividades.
Nas fábricas, sensores, automação industrial e ferramentas de análise de dados permitem acompanhar os processos em tempo real e identificar oportunidades de melhoria.
“Transformar o eucalipto em papel envolve uma combinação de conhecimento, tecnologia e trabalho realizado por profissionais de diferentes áreas. Temos ferramentas que permitem acompanhar desde o desenvolvimento das florestas até os processos industriais em tempo real, contribuindo para maior eficiência, qualidade e melhor utilização dos recursos. O Mês do Papeleiro é também uma oportunidade para reconhecer as pessoas que fazem parte dessa cadeia e ajudam a transformar a matéria-prima em produtos essenciais para as rotinas do dia a dia”, afirma Bruno de Aguiar Pinheiro, consultor de Qualidade da Suzano.
Entre as tecnologias utilizadas está a NIR, sigla para Near Infrared, ou Infravermelho Próximo. A técnica direciona luz infravermelha para uma amostra e analisa a forma como essa luz interage com o material.
Com modelos desenvolvidos a partir de milhares de resultados laboratoriais, a tecnologia permite predizer características da madeira, da polpa ou do processo de maneira mais rápida do que por métodos convencionais. A solução aumenta a frequência do monitoramento, agiliza a obtenção de informações e contribui para um controle mais eficiente da produção.
Inteligência artificial auxilia no controle da madeira
Outro exemplo é o Bark Finder, tecnologia desenvolvida pela Suzano para monitorar a qualidade da madeira utilizada na fabricação de celulose.
O sistema utiliza câmeras instaladas nas linhas de transporte de cavacos e algoritmos de inteligência artificial capazes de identificar, em tempo real, a presença de cascas misturadas ao material encaminhado ao processo produtivo.
A identificação permite que as equipes atuem rapidamente para corrigir eventuais desvios e reduzir a entrada de cascas no processo. A tecnologia contribui para uma matéria-prima mais homogênea, maior estabilidade operacional e melhor aproveitamento da madeira, reduzindo variabilidades que podem impactar a qualidade do produto final.
A combinação entre inteligência artificial, análise de dados e automação é utilizada pela companhia como parte dos esforços de melhoria contínua e de aumento da eficiência das operações.
O ciclo do papel continua depois do consumo
O processo não termina quando o produto chega ao consumidor. O descarte correto, a coleta seletiva e a reciclagem permitem que as fibras do papel sejam reaproveitadas e tenham sua vida útil prolongada.
Dessa forma, o ciclo que começa na floresta pode continuar por meio das escolhas de consumidores, empresas e cooperativas.
No Mês do Papeleiro, conhecer essa cadeia também significa reconhecer o trabalho dos profissionais responsáveis pelas diferentes etapas que transformam o eucalipto em celulose e, posteriormente, em papel e outros produtos presentes no cotidiano.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia desenvolve produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável e tem operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.
Entre os produtos estão celulose, itens para higiene pessoal, papéis para embalagens, copos e canudos e papéis para imprimir e escrever. Entre suas marcas no Brasil estão Neve, Pólen, Suzano Report e Mimmo.
Com mais de 100 anos de história, a empresa tem ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos.
