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Estudantes de Design da Universidade de Sorocaba criam MIRA, aplicativo de acolhimento a mulheres com câncer de mama

Alanis Bowen, Gabriela Almeida e Beatriz Rodrigues desenvolvem projeto para conectar mulheres, incentivar o autocuidado e fortalecer redes de apoio durante o tratamento.

Estudantes de Design da Universidade de Sorocaba criam MIRA, aplicativo de acolhimento a mulheres com câncer de mama

Receber o diagnóstico de câncer de mama vai muito além de enfrentar consultas, exames e tratamentos. As mudanças na rotina, na autoestima e na relação com o próprio corpo também exigem acolhimento e apoio emocional. Para ajudar mulheres que vivem ou já viveram essa experiência, as estudantes de Design Alanis Bowen, Gabriela Almeida e Beatriz Rodrigues desenvolveram o MIRA, um projeto de aplicativo voltado à conexão e à troca de experiências entre pacientes.

As três participaram de entrevista ao Jornal do Meio-Dia da Rádio Super Difusora, nesta sexta-feira, 9 de outubro, quando apresentaram a proposta e explicaram como a tecnologia pode contribuir para criar uma rede de apoio durante o enfrentamento do câncer de mama.

O MIRA surgiu a partir de experiências pessoais das estudantes, que tiveram casos de câncer na família. A partir dessa vivência em comum, elas decidiram desenvolver um projeto que olhasse não apenas para os aspectos clínicos da doença, mas também para as necessidades emocionais das mulheres.

A principal funcionalidade prevista é um fórum de conversas, no qual as usuárias poderão compartilhar experiências, falar sobre as dificuldades do tratamento e trocar informações com outras mulheres que passam por situações semelhantes. A proposta é oferecer um espaço de acolhimento em que elas possam se expressar e encontrar pessoas que compreendam suas vivências.

O aplicativo também prevê recursos para registrar o tratamento, organizar consultas e medicamentos, além de sugestões de exercícios e orientações relacionadas à alimentação durante esse período. Segundo as estudantes, a intenção é facilitar a rotina e ampliar as possibilidades de autocuidado. O MIRA não substitui o acompanhamento de profissionais de saúde: sua proposta é complementar a jornada com apoio e conexão entre mulheres.

MIRA Conexões promove encontro em Itapetininga durante o Outubro Rosa

Como parte do desenvolvimento do projeto, as estudantes realizaram neste sábado, 10 de outubro, o MIRA Conexões, em Itapetininga. O encontro foi planejado para apresentar a proposta do aplicativo, promover acolhimento e ouvir mulheres que poderão utilizar a plataforma, contribuindo para validar a ideia e identificar melhorias.

A programação aconteceu no Espaço Cultural Thaís e incluiu momentos de conversa e troca de experiências, meditação, coffee break e entrega de brindes-surpresa preparados pelas estudantes com apoio dos laboratórios da faculdade. A participação foi gratuita, mediante inscrição.

A iniciativa também integra o processo acadêmico de desenvolvimento do MIRA. Atualmente, o projeto está na fase de prototipagem, com foco na construção da parte visual e na validação das funcionalidades com possíveis usuárias. A expectativa das estudantes é avançar no desenvolvimento em 2027, mas ainda não há data definida para o lançamento do aplicativo.

Mais do que uma ferramenta digital, o MIRA busca ampliar os espaços de escuta e apoio para mulheres que enfrentam o câncer de mama. A proposta reforça que o acolhimento e o suporte emocional são necessários durante todo o ano, para além das ações de conscientização do Outubro Rosa.