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Eunice Lima e Dayane Pontes destacam a importância do esporte paralímpico e da inclusão infantil em Itapetininga

No Dia das Crianças, professora e paratleta de 10 anos mostram como o esporte fortalece a autoestima, incentiva amizades e amplia oportunidades.

Eunice Lima e Dayane Pontes destacam a importância do esporte paralímpico e da inclusão infantil em Itapetininga

O esporte paralímpico pode transformar a infância, fortalecer a autoestima e ajudar crianças com deficiência a conquistar seu espaço na sociedade. Em Itapetininga, o trabalho desenvolvido pela professora e técnica Eunice Lima mostra como a prática esportiva pode contribuir para a inclusão desde cedo. Aos 10 anos, a paratleta Dayane Pontes já acumula experiências no esporte e sonha em representar o Brasil na seleção brasileira.

As duas participaram de uma entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta segunda-feira, 12 de outubro, Dia das Crianças, na Rádio Super Difusora, para falar sobre inclusão, preconceito, oportunidades e o papel do esporte no desenvolvimento infantil.

Dayane começou a praticar esportes aos 7 anos, depois de passar por uma cirurgia e conhecer Eunice. A aproximação aconteceu quando a menina acompanhava a prima nos treinamentos realizados no Sesi. Desde então, ela passou a integrar as atividades esportivas e encontrou no paratletismo um caminho para desenvolver suas habilidades e buscar novos objetivos.

A atleta pratica corridas em cadeira de rodas, também corre sem a cadeira e participa de provas de pelota. Na escola, sua trajetória também inspira colegas. Durante a entrevista, Dayane contou que alguns amigos se inspiram nela e a enxergam como uma atleta profissional.

Esporte ajuda a enfrentar o preconceito e promove inclusão

Para Eunice Lima, o contato com o esporte desde a infância contribui para que crianças com deficiência desenvolvam confiança e encontrem apoio para enfrentar dificuldades dentro e fora da escola. A convivência com outros atletas também permite compartilhar experiências e aprender a lidar com situações de preconceito e exclusão.

A técnica ressalta que a inclusão precisa acontecer nas escolas, nas brincadeiras e em diferentes espaços de convivência. Isso significa reconhecer as habilidades de cada criança e encontrar maneiras de garantir sua participação, sem deixá-la de fora por causa de suas limitações.

Além dos benefícios físicos, o esporte trabalha a autoestima, a alegria, a espontaneidade e a capacidade de lidar com conquistas e frustrações. Segundo Eunice, os treinamentos combinam atividades mais sérias com brincadeiras, respeitando o fato de que os participantes são crianças e adolescentes.

Treinamento para crianças com deficiência em Itapetininga

Durante a entrevista, Eunice também destacou a importância de as famílias acreditarem no potencial dos filhos com deficiência. Para ela, essas crianças precisam ter acesso às oportunidades e ocupar os espaços que são seus por direito, tanto no esporte quanto em outras áreas da vida.

Em Itapetininga, a técnica informou que há treinamento para crianças a partir dos 8 anos na Estação Cidadania. A orientação é que os pais conheçam as possibilidades disponíveis e incentivem os filhos a experimentar atividades que contribuam para seu desenvolvimento.

O sonho de Dayane é chegar à seleção brasileira. Sua história mostra como o acesso ao esporte pode abrir caminhos, estimular a autonomia e ajudar crianças a construir projetos para o futuro.

A mensagem deixada por Eunice é que toda criança é capaz de evoluir, com ou sem deficiência. Garantir inclusão desde a infância é permitir que cada uma desenvolva suas habilidades, faça amizades, pratique esportes e tenha oportunidades para realizar seus sonhos.