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ALERTA AOS EMPRESÁRIOS: Douglas de Mani e Yago de Mani, da De Mani Contabilidade, explicam os riscos financeiros do fim da escala 6x1

Fim da escala 6x1 exige revisão das jornadas, dos custos com funcionários e do faturamento para proteger o caixa e a rentabilidade das empresas.

ALERTA AOS EMPRESÁRIOS: Douglas de Mani e Yago de Mani, da De Mani Contabilidade, explicam os riscos financeiros do fim da escala 6x1

O empresário que deixar para depois o planejamento do fim da escala 6x1 poderá enfrentar dificuldades para reorganizar a equipe, absorver novos custos trabalhistas e manter a rentabilidade do negócio. O alerta é de Douglas de Mani, contador e responsável pela De Mani Contabilidade, e Yago de Mani, responsável pelo departamento pessoal e pós-graduado em Direito do Trabalho.

Em entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta sexta-feira (23), os especialistas explicaram por que a mudança na jornada de trabalho exige atenção antecipada, principalmente de comerciantes, supermercados, restaurantes e empresas que precisam manter o atendimento aos clientes durante toda a semana.

A preocupação vai além de conceder mais dias de descanso aos funcionários. Dependendo da operação, será necessário rever escalas, avaliar a contratação de novos trabalhadores e calcular se o faturamento atual será suficiente para cobrir as despesas.

O custo da mudança pode surpreender quem não fizer as contas

Durante a entrevista, Douglas de Mani explicou que manter uma jornada maior por meio do pagamento de horas extras pode elevar os custos da empresa. Isso porque a remuneração adicional também pode refletir em encargos trabalhistas, FGTS, INSS, férias e décimo terceiro salário.

Yago de Mani chamou a atenção para a redução da carga horária prevista na transição. Considerando a passagem de 44 para 40 horas semanais, a redução corresponde a aproximadamente 10% do tempo de trabalho. Para empresas que precisarem compensar essa diferença com horas extras ou ampliar a equipe, o custo operacional merece ser calculado com antecedência.

Na prática, não basta olhar apenas para o salário de um novo funcionário. É preciso considerar os encargos, as despesas adicionais e a margem de lucro necessária para manter a operação saudável.

Contratar mais funcionários ou reorganizar as folgas?

Essa é uma das decisões que podem fazer diferença no orçamento. Segundo Douglas de Mani, cada empresa precisa identificar os dias de maior e menor movimento para avaliar a melhor distribuição das folgas.

Um comércio que registra menos clientes às segundas ou terças-feiras, por exemplo, pode estudar a possibilidade de concentrar nesses dias parte das folgas, preservando a equipe nos períodos de maior demanda.

Já estabelecimentos que funcionam todos os dias, como supermercados e restaurantes, precisam avaliar com cuidado a cobertura dos turnos. Para pequenos negócios que dependem de um ou dois funcionários, a necessidade de contratar outra pessoa pode representar uma despesa significativa.

Os especialistas ressaltaram que não existe uma fórmula única para todas as empresas. A organização das jornadas deve levar em conta as características do negócio e as regras trabalhistas aplicáveis a cada atividade.

Quanto sua empresa precisa faturar para absorver os novos custos?

Uma das orientações apresentadas por Douglas de Mani é revisar o orçamento e calcular quanto a empresa precisaria faturar para absorver eventuais despesas adicionais sem comprometer a lucratividade.

Durante a conversa, ele utilizou como exemplo um negócio que precisasse contratar um funcionário com custo mensal de dois a três mil reais. Uma empresa com faturamento de cem mil reais poderia precisar ampliar a receita em dez a doze mil reais, dependendo de sua margem, para cobrir a nova despesa e preservar a rentabilidade.

O exemplo reforça um ponto essencial: aumento de faturamento e aumento de lucro não são a mesma coisa. Antes de rever preços, metas comerciais ou despesas, o empresário precisa entender os números reais da própria operação.

Deixar para a última hora pode limitar as opções

Para se preparar, Yago de Mani recomenda analisar a rotina atual, identificar os principais dias de venda, mapear as necessidades da equipe e definir quais mudanças podem ser adotadas. Também orienta procurar um contador, um advogado ou o sindicato da categoria para esclarecer dúvidas e acompanhar as regras aplicáveis.

Na entrevista, os especialistas citaram 16 de dezembro de 2026 como início da mudança, com jornada de 42 horas semanais na primeira etapa, e 16 de dezembro de 2027 para a previsão de 40 horas semanais. As datas e condições devem ser confirmadas conforme a legislação efetivamente vigente e as regras específicas de cada categoria.

De Mani Contabilidade: orientação para planejar antes que os custos pesem no caixa

O fim da escala 6x1 exige decisões que envolvem pessoas, despesas, produtividade e planejamento financeiro. Por isso, antecipar os cálculos pode ajudar o empresário a compreender os possíveis impactos e avaliar alternativas adequadas à realidade da empresa.

A De Mani Contabilidade está à disposição para orientar empresários e comerciantes que tenham dúvidas sobre os custos trabalhistas e a organização financeira do negócio.

Entre em contato pelo telefone e WhatsApp (15) 3273-1912 ou pelo Instagram @demanicontabilidade.

Não espere os custos aparecerem para começar a fazer as contas. Procure orientação e prepare sua empresa para tomar decisões com mais segurança.