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Saúde mental infantil: psicóloga Eloisa Góes França orienta pais sobre sinais de alerta no desenvolvimento das crianças

Psicóloga Eloisa Góes França explica como identificar sinais de alterações no comportamento infantil e destaca os cuidados com telas, alimentação e acompanhamento especializado.

Saúde mental infantil: psicóloga Eloisa Góes França orienta pais sobre sinais de alerta no desenvolvimento das crianças

A saúde mental infantil exige atenção desde os primeiros anos de vida. Mudanças no comportamento, dificuldades na fala, atrasos no desenvolvimento, irritabilidade e problemas de socialização podem ser sinais de que a criança precisa de acompanhamento especializado. Identificar essas manifestações e buscar orientação profissional é fundamental para compreender as necessidades de cada criança e oferecer os cuidados adequados.

O assunto foi abordado pela psicóloga Eloisa Góes França, em entrevista ao Manhã Super Difusora desta terça-feira (03/11). Durante a conversa, a profissional destacou que o comportamento dos pais e o ambiente familiar influenciam diretamente a saúde mental dos filhos. Segundo ela, questões que envolvem a dinâmica familiar também podem desencadear desequilíbrios emocionais nas crianças.

Um dos principais alertas é a importância de observar os marcos do desenvolvimento infantil. Dificuldades para começar a falar, andar ou desenvolver habilidades esperadas para determinada faixa etária merecem atenção. A psicóloga orienta que os pais não ignorem esses sinais e procurem atendimento especializado quando perceberem alguma diferença.

A observação também precisa considerar os relatos de pessoas que convivem com a criança. Alertas feitos por professores, profissionais de creches e familiares devem ser acolhidos e investigados. Muitas vezes, quem acompanha a criança em outros ambientes consegue perceber comportamentos ou dificuldades que ainda não foram identificados em casa.

Uso de telas e consumo de açúcar também merecem atenção

Outro ponto destacado por Eloisa Góes França foi o excesso de telas na infância. A psicóloga lembrou que, de acordo com a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria mencionada na entrevista, crianças de até dois anos não devem ter contato com telas.

Segundo a profissional, a exposição pode prejudicar o desenvolvimento da fala, a socialização e a convivência com os pais, além de reduzir o espaço destinado às brincadeiras e às interações fundamentais nessa fase da vida.

A alimentação também entrou na conversa. Eloisa alertou que o consumo excessivo de açúcar pode favorecer a agitação e contribuir para problemas como sobrepeso. A combinação de muito tempo diante das telas e alimentação inadequada exige ainda mais atenção dos responsáveis.

Avaliação neuropsicológica ajuda a compreender o desenvolvimento infantil

Durante a entrevista, a psicóloga também explicou como funciona a avaliação neuropsicológica. Em especialização na área pelo Hospital Israelita Albert Einstein, Eloisa informou que, a partir de fevereiro, pretende realizar laudos neuropsicológicos.

O processo permite investigar diferentes aspectos do funcionamento cerebral da criança, como atenção, linguagem, comportamento e memória. A avaliação pode contribuir para identificar possíveis sinais relacionados a condições como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), entre outras possibilidades.

A profissional esclareceu que esse tipo de avaliação não é realizado em uma única consulta. O procedimento envolve anamnese, aplicação de testes psicológicos adequados à idade e devolutiva dos resultados. Segundo Eloisa, o processo pode exigir de cinco a dez sessões, dependendo de cada caso.

A busca por orientação pode começar pelo pediatra, que acompanha o desenvolvimento da criança e pode identificar alterações na fala, no comportamento ou nos marcos de desenvolvimento. O encaminhamento também pode partir de um psiquiatra infantil ou da própria família, quando os responsáveis percebem algo diferente.

Atenção aos sinais é o primeiro passo para cuidar

A psicóloga reforçou que comportamentos frequentemente interpretados apenas como birra, desobediência ou agitação também merecem ser observados quando acontecem de maneira persistente ou diferente do habitual. A recomendação é não tirar conclusões precipitadas, mas buscar orientação profissional para entender o que está acontecendo.

O acompanhamento adequado pode fazer diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança. Quanto antes uma necessidade é identificada e investigada, maiores são as possibilidades de oferecer o suporte necessário.

Ao final da entrevista, Eloisa Góes França deixou uma orientação aos responsáveis: ao perceberem algo diferente no desenvolvimento ou no comportamento dos filhos, procurem ajuda de um psicólogo, psiquiatra infantil ou pediatra.

Para acompanhar mais conteúdos sobre psicologia e saúde mental infantil, siga a profissional no Instagram: @eloisafrancapsi.

A entrevista completa foi ao ar no Manhã Super Difusora desta terça-feira (03/11), na Rádio Super Difusora, 94,5 FM.