Redes sociais

Jornal do Meio Dia

Greve em São Paulo é um Direito Fundamental dos Trabalhadores, afirma Especialista em Direito Trabalhista da FGV Rio

Publicado

em

Nesta terça-feira, 28 de novembro, o Jornal do Meio-Dia teve a oportunidade de conversar com o Professor Especialista em Direito Trabalhista da FGV Rio, Paulo Renato Fernandes da Silva. O professor trouxe à tona questões sobre a greve no contexto jurídico brasileiro, ressaltando que esse movimento é considerado um direito fundamental de todos os trabalhadores no país.

No sistema jurídico brasileiro, a greve é um direito garantido, segundo enfatizado pelo especialista. Todos os trabalhadores são detentores desse direito fundamental, independentemente da categoria ou setor de atuação. Esta afirmação ganha ainda mais destaque diante do cenário atual de paralisação que ocorre em São Paulo nesta terça-feira, 28 de novembro.

Funcionários do Metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), trabalhadores da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e profissionais da educação na capital paulista interromperam suas atividades em um movimento que se posiciona contra propostas de privatizações e terceirizações anunciadas pelo governo paulista. Esta já é a terceira paralisação registrada em um intervalo de dois meses na região.

Paulo Renato Fernandes da Silva descreveu a greve como um ato com nuances políticas, destacando a importância da negociação entre o governo e os sindicatos. Ele enfatizou que ainda há espaço para o diálogo e para uma possível negociação coletiva que leve em consideração não apenas os interesses das classes trabalhadoras, mas também o interesse público.

O especialista sublinhou que, em qualquer situação, nenhum interesse de classe ou individual pode prevalecer sobre o interesse público. Destacou-se a relevância de encontrar um equilíbrio entre os anseios dos trabalhadores e a estabilidade e necessidades da sociedade em geral.

Neste contexto, a greve em São Paulo se torna um ponto de debate não só sobre questões laborais, mas também sobre a relação entre o poder público, as demandas dos trabalhadores e o bem-estar coletivo da população.

O professor encerrou a entrevista reforçando a importância de se buscar um consenso e uma solução que atenda às necessidades de ambas as partes envolvidas, visando o restabelecimento das atividades e o bem-estar da sociedade paulista.