Educação Financeira
Matheus Assis, da Sinergia Soluções, orienta produtores sobre nova alíquota do Funrural
O contador e coordenador contábil da Sinergia Soluções, Matheus Assis, participou de entrevista nesta segunda-feira (09) para esclarecer importantes mudanças no Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) e orientar produtores rurais sobre organização tributária diante das transformações previstas para os próximos anos.
Durante a conversa, Matheus explicou que o Funrural é uma contribuição previdenciária ligada à atividade rural, funcionando como uma espécie de equivalente ao INSS para o setor. Segundo ele, a principal novidade envolve um reajuste na alíquota cobrada sobre a comercialização da produção rural.
“O Funrural sempre teve uma retenção padrão nas notas fiscais da produção rural de 1,5%, mas agora haverá um reajuste. A partir de 1º de abril, essa alíquota passa para 1,63%, representando um aumento de 0,13%”, explicou.
O contador destacou que a mudança exige atenção não apenas dos produtores rurais, mas também das empresas e comerciantes que compram diretamente do produtor.
“Quando uma pessoa jurídica compra de um produtor rural pessoa física, ela é responsável por fazer a retenção desse imposto. Ou seja, o valor já é pago ao produtor com o desconto e a empresa realiza o recolhimento. Por isso é importante que quem compra esteja atento ao novo percentual para evitar prejuízos ou inconsistências fiscais”, afirmou.
Complexidade da legislação exige planejamento
Ao longo da entrevista, Matheus ressaltou que a legislação tributária brasileira é complexa e que cada produtor possui uma realidade diferente, o que exige análises personalizadas.
“Não existe fórmula mágica. Cada produtor tem uma estrutura diferente, quantidade de funcionários, tipo de produção e planejamento para o futuro. Por isso é importante fazer um diagnóstico tributário, analisando tudo para entender qual é a melhor estratégia”, explicou.
Ele citou, por exemplo, que há duas formas principais de recolhimento do Funrural: pela retenção na comercialização ou pela folha de pagamento. A escolha depende do perfil de cada atividade.
“Um serialista, que trabalha com grãos e tem produção mais mecanizada, pode ter vantagens com o recolhimento pela folha. Já produtores que trabalham com frutas ou culturas que exigem muitos funcionários podem ter mais benefício pela comercialização. Cada caso precisa ser analisado com cuidado”, destacou.
Pessoa física ou jurídica: qual a melhor opção?
Outro ponto abordado na entrevista foi a dúvida comum entre produtores rurais: continuar como pessoa física ou abrir uma pessoa jurídica.
Segundo Matheus, essa decisão depende de vários fatores, como margem de lucro, investimentos planejados e estratégia de crescimento.
“Às vezes compensa permanecer como pessoa física em um primeiro momento, principalmente quando o produtor está fazendo muitos investimentos na propriedade. Em outras situações, migrar para pessoa jurídica pode trazer vantagens tributárias. Tudo depende do planejamento e do momento do negócio”, explicou.
Reforma tributária exige organização desde agora
Além das mudanças no Funrural, Matheus alertou que o setor rural precisa se preparar para as transformações trazidas pela reforma tributária, que começará a impactar diretamente o setor nos próximos anos.
De acordo com ele, produtores rurais que faturam acima de R$ 3,6 milhões por ano passarão a integrar o novo sistema de impostos, com a incidência do IBS e da CBS, criados pela reforma.
“Esse valor é de faturamento, não de lucro. E para o agro, muitas vezes não é um número tão alto quanto parece. Por isso, 2026 é o ano da organização, para que os produtores possam se preparar para as novas regras e evitar problemas no futuro”, afirmou.
Mesmo antes da cobrança efetiva dos novos tributos, algumas exigências já começam a aparecer nos sistemas fiscais.
“Quem já ultrapassa esse faturamento precisa informar IBS e CBS na nota fiscal. Neste primeiro momento é apenas informativo, para ajuste do sistema, mas se não fizer essa indicação pode haver multa”, alertou.
Planejamento para crescimento do produtor rural
Durante a entrevista, Matheus reforçou que o objetivo do trabalho contábil é ajudar o produtor rural a crescer de forma segura e dentro da legislação.
“O produtor rural já conta com engenheiro agrônomo, especialistas em plantio e manejo. Da mesma forma, precisa ter o apoio de profissionais da área contábil para cuidar da parte tributária e garantir que o crescimento aconteça com segurança”, disse.
Ele também destacou que o planejamento tributário leva em consideração os planos do produtor.
“A gente pergunta: quais são seus objetivos? Quer comprar máquina? Quer expandir a produção? Quer investir no sítio? A partir dessas informações fazemos um estudo personalizado para encontrar a tributação mais adequada”, explicou.
Atendimento ao produtor rural
Matheus também lembrou que a equipe da Sinergia Soluções mantém atualização constante para acompanhar as mudanças da legislação, inclusive com especializações voltadas à reforma tributária.
“O sistema tributário muda o tempo todo. Por isso estamos sempre estudando e nos atualizando para oferecer o melhor suporte aos clientes”, afirmou.
Produtores rurais interessados em tirar dúvidas ou solicitar um diagnóstico tributário podem entrar em contato com a Sinergia Soluções pelo telefone e WhatsApp (15) 3527-6790.
