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Manhã Super Difusora

Marília Nanini, engenheira civil e especialista em regularização de imóveis, alerta sobre riscos de imóveis irregulares

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A engenheira civil e diretora consultora da equipe BNI Pride de Itapetininga, Marília Nanini, participou na manhã desta terça-feira (31) de uma entrevista no Manhã Super Difusora para esclarecer um tema que impacta diretamente milhares de brasileiros: a regularização de imóveis. Durante a conversa, a especialista trouxe orientações importantes, alertas e explicou, de forma clara, os riscos de manter uma propriedade irregular.

Logo no início, Marília foi direta ao abordar um dos principais perigos: a falsa sensação de segurança. Segundo ela, morar em um imóvel não garante a posse legal da propriedade.

“Se não está documentado, não é seu. Muitas pessoas acreditam que aquele imóvel é um legado, mas sem regularização ele pode ser perdido”, destacou.

A especialista explicou que o problema vai muito além da moradia. Imóveis também representam fonte de renda e patrimônio familiar — e a irregularidade pode comprometer tudo isso. Ela citou, inclusive, casos de áreas rurais produtivas que não estão devidamente legalizadas, colocando em risco o sustento de famílias.

Outro ponto importante abordado foi a realidade de muitas famílias que vivem em terrenos compartilhados, onde construções foram sendo feitas ao longo dos anos sem qualquer formalização.

De acordo com Marília, o primeiro passo para resolver esse tipo de situação é o diagnóstico técnico:

“A gente começa pelo estudo. É preciso entender o que foi construído, o que está regular e o que não está. Cada caso é único, por isso trabalhamos com estratégias de regularização.”

Ela reforçou que não existe uma solução padrão e que cada imóvel exige uma análise específica. Em muitos casos, a ausência de documentação pode gerar processos mais complexos, especialmente quando há falecimento de proprietários e necessidade de inventário.

A engenheira também alertou para situações cada vez mais comuns, como notificações de órgãos públicos.

“Hoje existem notificações de prefeituras e da Receita Federal. E quando a pessoa deixa para resolver em cima da hora, o processo fica mais caro e mais difícil.”

Além da regularização, Marília destacou que um trabalho técnico adequado pode gerar economia ao proprietário, reduzindo custos com impostos como INSS da obra e ISS.

Durante a entrevista, ela também desmistificou a ideia de que regularizar imóvel é sempre caro ou inacessível:

“Existem estratégias legais para reduzir custos. Não é sonegação. É planejamento.”

Outro alerta importante foi sobre o fator tempo. Segundo ela, adiar a regularização pode transformar um processo simples em um grande problema no futuro.

“Um dia você vai precisar. E talvez, quando precisar, seja tarde ou muito mais difícil.”

Marília também destacou que a regularização é essencial em diversas situações, como venda, financiamento, inventário ou até mesmo para uso do imóvel como garantia em empréstimos.

Ela ainda chamou atenção para os riscos em casos informais, como os conhecidos “contratos de gaveta” ou acordos verbais:

“O ‘fio do bigode’ pode virar problema. Já tivemos casos em que herdeiros impediram a regularização. E aí tudo trava.”

Ao final, a especialista deixou um recado claro à população:

“A regularização é segurança. É garantir o patrimônio da família. Não importa se você tem um imóvel ou dez — se perder o único, você fica sem nenhum.”

A entrevista reforça a importância do planejamento e da busca por orientação profissional, especialmente em um cenário onde a valorização do imóvel e a segurança jurídica caminham juntas.